Começaremos com uma série de postagens sobre Dragon Age RPG de mesa para iniciantes, a fim de explicar do que se trata e habituar aqueles que têm interesse em viver novas aventuras em Thedas. Novas aventuras criadas por qualquer pessoa com imaginação enquanto um novo Dragon Age não sai. Na primeira postagem dessa série, pretendemos explicar o que significa o RPG, ou melhor, “RPG de mesa”.

O que é RPG?

O jogador de Dragon Age deve estar acostumado a sigla RPG como denominação para a categoria de jogos eletrônicos que contém diálogos, múltiplas escolhas, criação de personagem e uma enorme variedade interativa somente explorada por esse gênero. Também já deve ter ouvido falar no termo “RPG de mesa” usado para designar o RPG jogado com dados, fichas e talvez miniaturas. RPG é a sigla de Role Playing Game que significa “jogo de interpretação”. O livro de regras do Dragon Age RPG (2016) explica a diferenciação dos termos:

“A ação é similar aos RPGs de computadores. Você interpretará um personagem que sai em perigosas e emocionantes aventuras em um mundo de fantasia. A diferença é que você fará isso tudo com sua imaginação em vez de um computador.”

O antigo livro Dungeoner (1989) descreve o RPG de mesa como um jogo em que um grupo de amigos senta-se em volta de uma mesa e juntos criam uma história. Cada um controla um personagem e vivem uma aventura em que

todos terão de escolher o que seu personagem diz ou faz – e fazê-lo com habilidade suficiente, espera-se, para matar o dragão, salvar a princesa ou trazer algum tesouro para casa”.

 

O RPG de mesa é um jogo de interação social, mais direta e talvez mais forte que o jogo online em conjunto (como os MMOs), pois além dos elementos estratégicos e evolutivos de cada personagem, ainda teremos toda possibilidade de interpretações e liberdades de ações que um jogo de mesa consegue proporcionar.

 

 

 

Os tipos de jogadores e seus papéis na mesa

Certamente o RPG de mesa é um encontro entre pessoas que querem se divertir juntas. Uma delas ficará responsável pelo controle do jogo, narrando a história, oferecendo desafios aos jogadores e proporcionando recompensas ao final, caso a missão seja bem sucedida.

No RPG Mutant: ano zero (2016), chamam o RPG de  “um jogo de interpretação de papéis” em que você interpreta um personagem. O sistema ainda explica que todos vão assumir a posição de personagens jogadores e um será a “Mestra do jogo”, responsável por descrever o mundo, interpretar os personagens não jogadores, controlar monstros e decidir que artefatos e tesouros serão encontrados pelos personagens jogadores. Cada sistema de RPG pode nomear jogadores e mestres de maneira que faça mais sentido para o cenário. Em Este Corpo Mortal (2012), por exemplo, quem mestra é chamado de “moderador”; já em Abismo Infinito (2012), a denominação é “mestre do espaço”, devido ao cenário: terror espacial.

Antigamente, chamava-se o jogador que narra a aventura de  “mestre do jogo”. Para quem assistia Caverna do Dragão, o velho Mestre dos Magos era uma representação do mestre do jogo e o desenho animado uma alegoria de uma mesa de RPG de mesa. O mestre ou mestra constrói a história, narra as ações e acontecimentos, interpreta os personagens não jogadores (Npcs), enquanto cada um dos demais jogadores interpreta seu próprio personagem. Aquele que assume o controle do jogo tem um grande poder em mãos, porém é importante ressaltar que seu papel não é jogar contra os outros jogadores e tão pouco a favor deles, e sim fornecer desafios e recompensas. Essa será a balança para tornar o jogo interessante e garantir a diversão em grupo.

Controlar o seu personagem e fazer ataques em combate com ele não é tudo no RPG de mesa. É preciso interpretar seu papel. Muitos jogadores gostam de entrar no personagem, emulando sua voz e interpretando seus medos e atitudes. É natural que jogadores novatos tentem fazer personagens pouco complexos ou até sintam vergonha de interpretá-los, mas com o tempo e a prática,a tendência é que se soltem e a interpretação se torne uma parte divertida do encontro.

Sistema e regras

Para jogar é necessário um conjunto de regras, chamado de sistema, que ajudam a determinar quais atributos seu personagem possui, se ele é bom em arquearia, luta, magia, lábia e dizer se aquele golpe acertou ou não. Mesmo os jogos eletrônicos também emulam essa dinâmica de acerto e erro (miss), influenciados nos RPGs de mesa, quando se faz uma jogadas de falha e acerto desse tipo. Essas regras são formas de simular uma realidade dentro do jogo, definindo tipos de danos, falhas e sucessos. Apesar do sistema ser parte de um cenário, ele pode ser adaptado a outros cenários diferentes. Você pode, por exemplo, adaptar as regras de Dragon Age RPG para um cenário de Game of Thrones . Interessante lembrar também que, embora as regras sejam importantes para manter o equilíbrio do jogo, quem tem a palavra final é aquele que o controla (mestre ou mestra).

Depois dessa rápida apresentação, no próximo texto começaremos a abordar especificamente o sistema de Dragon Age, compreendendo como ele funciona para, dessa forma, proporcionar novas aventuras.