Existem dois panteões de deuses diferentes na cultura élfica.

O panteão élfico que recebe a atual adoração de clãs valeanos (Dalishianos) por toda Thedas são os chamados Criadores (Evanuris em élfico), consiste de 5 Deuses e 4 Deusas. Este panteão é liderado por Elgar’nan, o Grande Pai, Deus da paternidade e da vingança (medo né?); e por Mythal, a Protetora, Deusa da maternidade e da justiça.

O outro panteão são os Esquecidos. Inimigos dos Evanuris. O único Deus que livremente caminhava entre os dois panteões e era visto como parte de cada um deles, era Fen’Harel, o Lobo Terrível, que veio a trair ambos os panteões para saciar suas próprias ambições.

Não se sabe quase nada sobre os Esquecidos, exceto que eles eram inimigos jurados dos Evanuris, e poucos são os elfos que fazem questão se conhecer mais sobre estes.

Acredita-se que Fen’Harel, durante sua Grande Traição, prendeu os Evanuris na Cidade Eterna e os Esquecidos no Vazio. Mas que mesmo assim os Evanuris são poderosos o suficiente para afetar a vida dos elfos que os seguem.

Além disso, acredita-se nos clãs valeanos que a própria Terra e o próprio Sol também são deuses.

Evanuris

Elgarnan-_God_of_VengeanceElgar’nan

Também conhecido como Grande Pai, Primogênito do Sol e Ele Quem Destronou Seu Pai é o Deus élfico da vingança e do Sol que representa a paternidade e comanda os evanuris ao lado de Mythal.

A muito tempo atrás, quando o próprio tempo era jovem, as únicas coisas que existiam eram o sol e a terra. O sol, curioso com a terra, curvou sua cabeça para mais perto do seu corpo, e Elgar’nan nasceu onde o sol e a terra se tocaram. Como um presente para Elgar’nan, a terra trouxe para ele quatro grandes pássaros e bestas do céu e da floresta, e todo tipo de coisas verdes maravilhosas.

O sol, olhando para a terra frutífera, viu a felicidade que os trabalhos dela traziam para os olhos de Elgar’nan, e tomou-se por inveja. Por puro rancor, ele jogou seu rosto sobre as criações da terra e queimou-nas todas. A terra rachou e se dividiu em dor e amargura, e chorou lágrimas de sal pela dor de tudo que ela criou. Suas lágrimas se tornaram o oceano, e as rachaduras no seu corpo, rios e cachoeiras.

Elgar’nan ficou furioso com o que seu pai havia feito e jurou vingança. Ele se levantou até o céu e lutou contra o sol, determinado a derrotá-lo. Eles lutaram por uma eternidade, e eventualmente, o sol se enfraqueceu, enquanto a fúria de Elgar’nan se manteve. Eventualmente, Elgar’nan jogou o sol para fora do céu e enterrou-no em um grande abismo criado pelo sofrimento da terra. Sem o sol, o mundo foi coberto por sombras, e tudo que sobrara no céu eram lembranças da batalha de Elgar’nan com seu pai – gotas de sangue do sol, que brilham e cintilam na escuridão.

– Extraído de O Conto de Elgar’nan e o Sol, como contado por Gisharel, Curador do clã Ralaferin dos elfos Valeanos.

De acordo com a lenda, depois de ter completado sua vingança, Elgar’nan decidiu reconstruir o que fora perdido, mas sem os raios criadores de vida do sol, esta se tornou uma tarefa impossível. Com os conselhos de Mytahl, Elgar’nan libertou o Sol em troca da promessa de que agora em diante ele seria gentil, e se colocaria a dormir toda noite. E junto com Mythal e seus pais, Elgar’nan recriou tudo que um dia foi.

Também há uma história de que os anões temem o Sol por causa do fogo de Elgar’nan.

Elgar’nan, Fúria e Trovão,
Dê-nos glória.
Dê-nos vitória, sobre a terra que faz tremer nossas cidades.
Acerte os usurpadores com seu raio.
Queime a terra sob seu olhar.
Traga a Morte Alada contra aqueles que derrubam nosso trabalho.

Elgar’nan, nos ajude a domar a terra.

– Canção para Elgar’nan, encontrada no Templo de Mythal.

Mythal-_the_Great_ProtectorMythal

Mythal, a Protetora e Grande Mãe, e Deusa do amor, é a patrona da maternidade e da justiça (o oposto da vingança). Ela lidera os Evanuris ao lado de Elgar’nan.

Elgar’nan havia derrotado seu pai, e tudo foi coberto pela escuridão. Orgulhoso de si mesmo, Elgar’nan procurou consolar a sua mãe, a terra, substituindo o sol que fora destruído. Mas a terra sabia que sem o sol, nada cresceria. Ela sussurrou para Elgar’nan esta verdade, e implorou para que ele libertasse seu pai, mas o orgulho de Elgar’nan era grande, e a sua vingança era terrível, e ele recusou.

Foi neste momento que Mythal saiu do oceano das lágrimas da terra. Ela colocou sua mão sobre a testa de Elgar’nan, e com o seu toque, Elgar’nan acalmou-se e soube que sua fúria havia lhe enganado. Humildemente, Elgar’nan foi até o local onde o sol estava enterrado e falou com ele. Elgar’nan disse que ele o libertaria se prometesse ser gentil e retorna-se para baixo da terra toda noite. O sol, sentindo remorso pelo que havia feito, concordou.

Então, o sol subiu novamente ao céu, e brilhou sua luz dourada sobre a terra. Elgar’nan e Mythal, com a ajuda do sol e da terra, trouxeram a vida de volta para todas as coisas que o sol havia destruído, e elas cresceram e fartaram. E naquela noite, quando o sol partiu para dormir, Mythal colheu a pedra brilhante ao redor da sua cama, e transformou-na numa esfera que seria colocada no céu, um pálido reflexo da verdadeira glória do sol.

– Extraído de O Conto do Toque de Mythal, como contado por Gisharel, Curador do clã Ralaferin dos elfos Valeanos.

Na maioria das lendas, Mythal e Elgar’nan tiveram quatro crianças: Falon’Din, Dirthamen, Andruil, Sylaise e June. Entretanto, em algumas versões os últimos três não tem qualquer relação com Mythal.

Na maioria das histórias também, Mythal corrige os erros dos mortais e dos demais Evanuris enquanto exerce uma gentileza materna. Outras mostram ela como sento sombria e vingativa. Mesmo assim, todas as histórias afirmam que Mythal foi presa no Além e na Cidade Eterna junto com os outros Deuses.

Valeanos e Valeanas invocam o nome de Mythal quando precisam de proteção.

O animal sagrado de Mythal é o dragão, e ela também costuma se manifestar como um dragão ou com características dracônicas.

A Constelação Silentir, normalmente associada ao Deus Antigo Dumat, tem a sua simbologia debatida por estudiosos. Enquanto a maioria das pessoas enxerga nesta um dragão em vôo, outros vêem nela um homem carregando um chifre e uma varinha. Estudiosos acreditam que estes representam escamas, apontando que a interpretação desta constelação sendo de Dumat como uma apropriação de uma constelação antes atribuída a Mythal.

“Deixa voar tua voz até Mythal. Arauta da justiça. Protetora do sol e da terra. Ore para Mythal e ela esmagará teus inimigos, deixando-nos em agonia.”

– Morrigan, 9:37 Dragão.

Andruil-_Goddess_of_the_HuntAndruil

É a Deusa da caça e do sacrifício na mitologia élfica, a criadora da Vir Tanadhal, e a Deusa mais adorada ente os clãs Valeanos.

Ouçam-me, filhos e filhas do Povo
Eu sou a Irmã da Lua, Mãe das Lebres,
Dama da Caça: Andruil.

Lembreis de meus ensinamentos,
Lembreis da Vir Tanadhal
O Caminho das Três Árvores
Que eu vos entreguei.

Vir Assan: O Caminho da Flecha
Seja rápida e silenciosa;
Acerte em cheio e não te desvie
E não deixeis vossa presa sofrer.
Este é meu Caminho.

Vir Bor’assan: O Caminho do Arco
Como o broto se curva, tu também há de curvar-te.
Em submissão, encontra resiliência;
em maleabilidade, encontra força.
Este é o meu Caminho.

Vir Adahlen: O Caminho da Madeira.
Recebei presentes da caça com consciência.
Respeitai o sacrifício de meus filhos
Sabei que vossas mortes os alimentarão em troca.
Este é o meu Caminho.

Lembreis do Caminho da Caçadora.
E eu estarei convosco.

– O Comando de Andruil, Deusa da Caça.

Andruil tinha o hábito de caçar tanto mortais quanto animais. O seu amor pela caça, na verdade, levou ela a procurar desafio no Vazio entre Os Esquecidos.

Um dia, Andruil Cansou-se de caçar feras e mortais. Ela começou a perseguir Os Esquecidos, coisas horríveis que prosperam no abismo. Mesmo que deuses não devessem residir alí, e cada vez que ela entrava no Vazio, Andruil sofria com períodos de loucura cada vez mais longos sempre que retornava.

Andruil se vestiu com uma armadura feita do Vazio, e todos esqueceram seu verdadeiro rosto. Ela fez armas de escuridão e pragas devoraram suas terras. Ela uivou coisas que deveriam ter sido esquecidas, e os outros deuses temiam que Andruil fosse caçar-lhes em seguida. Então Mythal espalhou rumores sobre uma criatura monstruosa e tomou a forma de uma grande serpente, esperando por Andruil na base de uma montanha.

Quando Andruil chegou, Myhtal saltou na caçadora. Elas lutaram por três dias e três noites, Andruil cortando ferimentos profundos na pele da serpente. Mas a magia de Mythal absorveu a força de Andruil e roubou seu conhecimento de como encontrar o Vazio. Depois disso, a grande caçadora nunca mais pode retornar ao abismo, e a paz voltou a reinar.

 – Traduzido de um texto em élfico antigo encontrado nas Selvas Árbores, fontes não verificadas.

É dito que Andruil possui uma lança feita com o calor das estrelas, e o dia que ela for usada, será o fim de toda a vida na terra.

Os seus animais são a lebre e o falcão. E a coruja serve como sua mensageira. Coruja que alguns curadores acreditam ser Falon’Din.

A muito tempo atrás, quando o nosso povo era forte e livre, nós vagávamos pelo muito e podíamos fazer como bem entediamos. Mas fomos ensinados por Andruil, Mãe das Lebres, a respeitar a natureza e todas as criaturas do Criador. Mesmo que a terra fosse nossa, nós não abusávamos dela. Dizem que que os grandes líderes do Povo rezavam para Andruil para receber direções. Onde caçaremos? Onde criaremos nossas hallas? Onde construiremos nossos prédios? Andruil mandava sua mensageira, a coruja, para mostrar o caminho para o Povo, e eles a seguiam até onde a terra era abençoada.

Sempre mantenha o olho aberto para a nobre coruja. Nunca se sabe: Andruil pode ter uma mensagem para você.

 – Como contado por Gisharel, Curador do clã Ralaferin dos elfos Valeanos.

Dirthamen-_Keeper_of_SecretsDirthamen

Dirthamen é o deus dos segredos e dos conhecimentos. Filho de Mythal e Elgar’nan e irmão gêmeo de Falon’Din.

Os gêmeos Falon’Din e Dirthamen são os primogênicos de Elgar’nan, o Grande Pai, e Mythal, a Protetora. Os irmãos eram inseparáveis do momento do seu nascimento, conhecidos pelo seu grande amor um pelo outro. É por isso que muitas vezes falamos Falon’din como uma respitação e Dirthamen como a próxima, pois eles não aguentam ficar separados, nem mesmo nas nossas histórias.

Quando o mundo eram jovem, os deuses andavam sobre a terra, e Falon’Din e dirthamen não eram exceção. Ambos adoravam as várias maravilhas da nossa terra. Eles brincavam com animais, cochichavam para as árvores, e se banharam em lagos e cachoeiras. Seus dias eram cheios de felicidade e eles não conheciam o sofrimento.

Então um dia, enquanto passando pela floresta, Falon’Din e Dirthamen se depararam com uma corça, velhe e doente, descansando sob uma árvore. “Por que sentas tão parada, pequena irmã?” perguntou Falon’Din.

“Brinque conosco, ” disse Dirthamen.

“Obrigada, ” disse a corça, “Mas eu não posso. Eu estou velha, e por mais que eu deseje ir para meu descanso, minhas pernas não podem mais me carregar.”

Tendo pena da corça, Falon’Din colocou-na em seus braços e carregou ela para descansar além do Véu. Dirthamen tentou seguir-lhes, mas os caminhos cinzas inconstantes além do Véu não o deixariam. Separado pela primeira vez de Falon’Din, Dirthamen vagou sem direção até se deparar com dois corvos.

“Você está perdido, e logo desaparecerá, “disse o corvo chamado Medo para Dirthamen.

“Seu irmão te abandonou. Ele não te ama mais, ” disse o outro, chamado Engano.

“Eu não estou perdido, e Falon’Din não me abandonou, “respondeu Dirthamen. Ele subjugou os corvos e lhes fez levá-lo até Falon’Din. Isto eles fizeram, pois eles tinham sido derrotados e agora estavam obstinados a servir Dirthamen.

Quando Dirthamen encontrou Falon’Din, ele também encontrou a corça, que mais uma vez corria livre com os próprios pés, pois seu espírito estava livre do seu corpo enfraquecido. Tanto Falon’Din quanto Dirthamen comemoraram ao ver isso. Falon’Din jurou que ele continuaria a carregar todos os mortos para o seu lugar no Além, assim como ele havia feito com a corça. E Dirthamen permaneceu com ele, pois os gêmeos não podem ser separados.

– Extraído de A História de Falon’Din e Dirthamen, como contada por Gisharel, Curador do clã Ralaferin dos elfos Valeanos

Os animais de Dirthamen são os corvos, subjugados por ele no véu; os ursos, que mantiveram seus segredos guardados para sempre, e as varterrais, que protegeram seu povo em tempos difíceis.

Nenhuma fera é mais amada por Dirthamen do que o urso. Quando o mundo era jovem, Dirthamen entregou um segredo para cada criatura guardar. As raposas trocaram seus segredos com Andruil por asas. As lebres gritaram os seus para as copas das árvores. Os pássaros venderem os seus por ouro e prata. Apenas ursos guardaram o presente de Dirthamen, fundo nos seus ninhos, eles dormiam meses na companhia dos seus segredos e nada mais.

Quando Dirthamen descobriu do que foi feito com seus presentes, ele cortou as asas das raposes, silenciou as vozes das lebres e arrancou as riquezas dos pássaros. Mas os ursos foram honrados pela sua diligência.

– Transcrito de um conto Valeano, 9:8 Dragão.

Nos dias antes de Arlathan, havia uma cidade nas montanhas, amada por Dirthamen, Curador dos Segredos. Seu povo era sábio além da compreensão, graças ao seu conselho, e a cidade floresceu.

Quando um alto dragão se abrigou nas montanhas, sua fome ameaçou a cidade. Os velhos gritaram para Dirthamen por proteção enquanto a fúria do dragão chegava cada vez mais perto. E por três dias e noites, o povo da cidade se trancou nas suas casas enquanto observavam os céus com terror.

No quarto dia, Dirthamen ouviu-lhes. Ele sussurrou para as montanhas e as árvores caídas da floresta se reuníram, se transformando em uma imensa e ágil fera parecida com uma espada. Era a Varterral. Com a velocidade de um raio, golpes impiedosos e um cuspe venenoso, ela afastou a serpente. Desde então, ela foi a guardiã da cidade e do seu povo.

Muitos anos se passaram. Os deuses foram presos por Fen’Harel e o povo deixado para se reunir em Arlathan, mas a Varterral continuou com sua vigilância eterna, guardando a cidade de Dirthamen enquanto ela eventualmente se desfazia em pó. Até hoje ela reside lá, cuidando dos resquícios da cidade. Quaisquer viajantes tolos o suficiente para passar por alí, encontram-se cara-a-cara com a fúria encarnada.

– Do Conto da Varterral, como foi contado por Gisharel, Curador do clã Ralaferin dos elfos Valeanos.

FalonDin-_Friend_of_the_DeadFalon’Din

Falon’Din é o Deus élfico da morte, da sorte e dos sonhos. Ele é o filho mais velho de Elgar’nan e Mythal ao lado do seu irmão gêmeo Dirthamen.

“Oh, Falon’Din
Lethavanir – Amigo dos Mortos
Guie meus pés, acalente minh’alma,
Leve-me ao meu descanso.”

Em tempos anciões, O Povo era eterno e sempre jovem, e em vez de morrer, entravam em Uthenera – O Longo Sono – e andavam os caminhos irregulares além do véu com Falon’Din e seu irmão Dirthamen. Estes velhos aprenderiam o segredo dos sonhos, e alguns retornavam para o Povo com novos conhecimentos.

Mas nós apressamos e nos tornamos mortais. Aqueles do Povo que passaram a andar com Falon’din até o Além nunca mais retornaram. Se eles ganharam conhecimento com Dirthamen na sua passagem, este foi perdido, pois este também foi para o Além junto com eles, e nunca voltava para o Povo.

Então Fen’Harel fez com que os deuses se separassem de nós, e aqueles que passassem não mais tinham quem os guiasse. Então nós aprendemos a enterrar nossos entes queridos com um cajado de carvalho, para manter-lhes nos caminhos certos, e um galho de cedro, para afastar os corvos Medo e Engano que um dia serviram Dirthamen, mas hoje não tem mais mestres.

– Como contado por Gisharel, Curador do clã Ralaferin dos elfos Valeanos.

Falon’Din não tinha medo da escuridão e andava onde o Povo não poderia viver, e jurou acompanhar quem um dia visitasse esses lugares, como os mortos e os sonhadores (ver Dirthamen).

O animal sagrado de Falon’Din é a coruja, que serve como sua companheira ou manifestação, que também é a mensageira de Andruil.

Falon’Din procurou alguém para ser seu mensageiro e companheiro. O vento era rápido, mas Falon’Din se recusou a aprisioná-lo. O Povo era leal, mas eles não podiam sobreviver onde Falon’Din andava. Então a coruja veio e disse “eu não sou acovardada pela escuridão. Deixe que eu te sirva, você que também não teme a noite.” Falon’Din aceitou em jubilo, e tomou a coruja como sua servente, que a partir daí viria a ajudar Falon’Din a guiar o Povo através da passagem pelo Véu.

 – Extraído de Animas do Povo, como contado por Ellathin, Curadora do Clã Tillahnnen.

Sylaise-_the_HearthkeeperSylaise

Sylaise, A Guardiã da Lareira, é a Deusa de todas as artes domésticas.

Sylaise, a Guardiã da Lareira é vista como irmã de Andruil, a Caçadora. Enquanto Andruil adorava correr com as criaturas da floresta, Sylaise preferia ficar em sua casa da árvore, ocupando-se com músicas e artes gentis.

Foi Sylaise quem nos deu o fogo e quem nos ensinou a usá-lo. Foi sylaise quem nos mostrou como curar com ervas e magia, e como facilitar a chegada das crianças que vinham para este mundo. E de novo, é Sylaise quem mostrou-nos como tecer fibras de planta em tecido e corda.

Nós devemos muito a Sylaise, e é por isso que cantamos para ela quando ascendemos nossos fogos e apagamos ele. É por isso que nós jogamos nas nossas aravels, a fragrância do musgo-de-árvore-de-Sylaise, e pedimos para que ela proteja a aravel e tudo que está por dentro.

– Como contado por Gisharel, Curador do clã Ralaferin dos elfos Valeanos.

Sylaise também é a protetora de todas as pessoas que ficam perto de casa, próximas das lareiras e fogueiras, especialmente crianças. Ela possui um Caminho, assim como a sua irmã, que se chama Vir Atish’an, que está relacionado à cura e ao cuidado ao próximo.

Nunca há uma falta de caçadores. A Vir Tanadhal, O Caminho das Três Árvores, atraiu muitos para o lado de Andruil. A Vir Atish’an, O Caminho da Paz, é um caminho mais difícil de se seguir, e poucos são aqueles chamados para ouvir a sabedoria de Sylaise. Aqueles que a ouvem, aprendem as artes da cura e do socorro.

– Como contado por Gisharel, Curador do clã Ralaferin dos elfos Valeanos.

June-_God_of_the_CraftJune

June é o Mestre Artesão do panteão élfico que ensinou ao Povo como criar todo tipo de coisa útil.

Nós dedicamos nossos ofícios a June, pois foi ele quem ensinou o Povo a curvar galhos de árvores para fazer nossos arcos, e a criar vestimentas de pele e Casca de Ferro. Sem June, nós teríamos Aravels ou os chifres das nossas Hallas?

Quando o Povo era jovem, nos vagavamos pelas florestas sem propósito. Bebíamos dos rios e comíamos frutas e nozes que encontrávamos. Nós não caçávamos, pois não tinhamos arcos. Não vestiamos nada, pois não tinhamos o conhecimento da fiação e da costura. Nós tremíamos em noites frias e ficávamos com fome durante os invernos, quando o mundo se cobria de gelo e neve.

Então, Sylaise, a Guardiã da Lareira veio e nos deu fogo e nos ensinou a alimentá-lo com madeira. June nos ensinou a criar arcos, flechas e facas, para que pudéssemos caçar. Nós aprendemos a cozinhas a carne das criaturas caçadas sobre o fogo de Sylaise, e nós aprendemos a nos vestir com peles e tecidos. E o Povo não tinha mais frio e fome.

– Como contado por Gisharel, Curador do clã Ralaferin dos elfos Valeanos

Em algumas histórias, ele é irmão de Andruil e Sylaise, noutras ele é o esposo de Sylaise, e forjou a sua própria existência.

Pouco é sabido de June, e ele se mantém um mistério, mesmo para padrões Valeanos. Jovens Valeanos e Valeanas treinam suas mentes com um pequeno quebra-cabeças extremamente difícil chamado “Nó de June”.

Ghilannain-_Mother_of_the_HallaGhilan’nain

Ghilan’nain é chamada de Mãe das Hallas e Deusa da navegação.

Dizem que Ghilan’nain fazia parte do Povo nos dias antes de Arlathan, e era a escolhida de Andruil, a Caçadora. Ela era muito bela, com o cabelo branco neve, e tão graciosa quanto uma gazela. Ela sempre se manteve no caminho de Andruil, e Andruil favorecia ela acima de todos os outros.

Um dia, enquanto caçava pela floresta, Ghilan’nain encontrou um caçador que ela não conhecia. Aos seus pés, estava um falcão, morto com um tiro no coração. Ghilan’nain se enfureceu, pois o falcão, junto com a lebre – é um animal muito amado de Andruil. Ghilan’nain exigiu que o caçador fizesse uma oferenda a Andruil, em troca de ter tomado a vida de uma das suas criaturas. O caçador recusou e Ghilan’nain invocou a deusa para amaldiçoá-lo, para que ele nunca mais pudesse caçar e matar uma criatura viva.

A maldição de Ghilan’nain se concretizou, e o caçador descobriu que ele havia se tornado incapaz de caçar. Suas presas fugiriam para longe da sua visão e suas flechas sempre errariam o alvo. Seus amigos e família começaram a provocá-lo por sua impotência, pois o que é um caçador que não pode caçar? Envergonhado, o caçador jurou que encontraria Ghilan’nain e faria ela pagar pelo que fez com ele.

Ele encontrou Ghilan’nain enquanto ela estava caçando com suas irmãs, e atraiu-na para longe delas com mentiras e palavras falsas. Ele disse para Ghilan’nain que ele havia aprendido sua lição e implorou para que ela viesse com ele, para que ela o ensinasse a fazer uma oferenda apropriada para Andruil. Comovida pelo pedido, Ghilan’nain seguiu o caçador, e quando eles estavam longe das suas irmãs, o caçador traiu Ghilan’nain. Primeiro ele a cegou, então prendeu-na como quem prende uma morte fresca da caçada. Mas como ele estava amaldiçoado, ele não pôde matá-la. Em vez disso, ele deixou-na para morrer na floresta.

E Ghilan’nain resou para os deuses por ajuda. Ela rezou para Elgar’nan por vingança, para a Mãe Mythal protegê-la, mas acima de tudo ela rezou para Andruil. Andruil mandou suas lebres para Ghilan’nain e elas roeram as cordas que a prendia, mas Ghilan’nain ainda estava cega e ferida, e não podia encontrar o seu caminho para casa. Então Andruil transformou-na em uma bela corça branca – a primeira halla. E Ghilan’nain encontrou seu caminho de volta para suas irmãs, e as levou até o caçador, que foi levado à justiça.

E desde aquele dia, as Halla tem guiado o Poco e nunca nos enganaram, pois elas ouvem a voz de Ghilan’nain.

– Do Conto de Ghilan’nain, como foi contado por Gisharel, Curador do clã Ralaferin dos elfos Valeanos

Sendo a primeira das Hallas, Ghilan’nain é chamada quando os clãs precisam se mover rapidamente de um lugar para o outro.

Mas as Halla não foram os únicos animais criados por Ghilan’nain.

Ghilan’nain se manteve afastada do Povo. Ela usou seu poder para criar animais que ninguém jamais viu. Os céus fervilharam com seus monstros, e a terra com suas feras. Andruil caçou todos eles, e depois de um ano de mortes, ela veio a Ghilan’nain com uma proposta: Os deuses dividiriam seu poder com Ghilan’nain, mas apenas se ela destruísse suas criações, pois elas eram selvagens demais para permanecer entre o Povo. Ghilan’nain concordou e pediu por três dias para desfazer o que havia criado.

No primeiro dia, ela derrubou os seus monstros do ar, exceto aqueles que ela entregou para Andruil como presentes.

No segundo dia, ela afogou os gigantes do mar, exceto aqueles nas águas profundas, pois eles eram muito bem feitos, e o Orgulho parou sua mão.

No terceiro dia, ela matou as feras da terra, exceto as hallas, cuja graça ela amava acima de tudo.

Foi assim que Ghilan’nain se tornou a mais jovem dos deuses.

 – História da deusa élfica Ghilan’nain, autoria desconhecida.

Acredita-se que a constelação de Equinor tenha sido originalmente associada à Hallas, em vez de cavalos ou grifos, na época de Arlathan.

Fontes
  • http://dragonage.wikia.com/wiki/Elven_pantheon
  • http://dragonage.wikia.com/wiki/Elgar%27nan
    • http://dragonage.wikia.com/wiki/Codex_entry:_Elgar%27nan:_God_of_Vengeance
    • http://dragonage.wikia.com/wiki/Codex_entry:_Song_to_Elgar%27nan
  • http://dragonage.wikia.com/wiki/Mythal
    • http://dragonage.wikia.com/wiki/Codex_entry:_Mythal:_the_Great_Protector
    • http://dragonage.wikia.com/wiki/Codex_entry:_Constellation:_Silentir
  • http://dragonage.wikia.com/wiki/Andruil
    • http://dragonage.wikia.com/wiki/Codex_entry:_Andruil:_Goddess_of_the_Hunt
    • http://dragonage.wikia.com/wiki/Codex_entry:_Vir_Tanadhal:_The_Way_of_Three_Trees
  • http://dragonage.wikia.com/wiki/Dirthamen
    • http://dragonage.wikia.com/wiki/Codex_entry:_Falon%27Din:_Friend_of_the_Dead,_the_Guide
    • http://dragonage.wikia.com/wiki/Codex_entry:_Varterral
    • http://dragonage.wikia.com/wiki/Landmarks_on_the_Plains#The_Raven
    • http://dragonage.wikia.com/wiki/Codex_entry:_Dirthamen:_Keeper_of_Secrets
  • http://dragonage.wikia.com/wiki/Sylaise
    • http://dragonage.wikia.com/wiki/Codex_entry:_Sylaise:_the_Hearthkeeper
  • http://dragonage.wikia.com/wiki/June
    • http://dragonage.wikia.com/wiki/Codex_entry:_June:_God_of_the_Craft
  • http://dragonage.wikia.com/wiki/Ghilan%27nain
    • http://dragonage.wikia.com/wiki/Codex_entry:_The_Ascension_of_Ghilan%27nain
    • http://dragonage.wikia.com/wiki/Codex_entry:_Ghilan%27nain:_Mother_of_the_Halla
    • http://dragonage.wikia.com/wiki/Codex_entry:_Constellation:_Equinor
  • Dragon Age RPG – Livro Básico
  • The World of Thedas Vol. 1