Tevinter

O Império de Tevinter é uma nação costeira localizada no norte de Thedas, conhecida por sua cultura que favorece a magia e por já ter governado a maior parte do continente.

Em Tevinter, os magos que lideram a sociedade, mais conhecidos como magistrados, têm o direito de agir da maneira que acharem melhor. Foram os tevinteranos que destruíram a lendária cidade élfica de Arlathan e escravizaram os elfos, o que resultou na morte de sua cultura. A escravidão ainda é uma prática comum no Império.

Os antigos magistrados de Tevinter também são culpados pelo surgimento das Criaturas Sombrias e o início das Podridões, pois é dito que eles tornaram a Cidade Dourada negra ao tentar invadi-la. A história de sua arrogância é a pedra fundamental dos ensinamentos da Chantria.

Eras atrás, o Império controlava praticamente Thedas inteira. Diversas Marchas Exaltadas e uma guerra demorada com os Qunari em Seheron levaram ao seu declínio. Embora ainda seja relativamente poderoso, o Império moderno é uma sombra do que já foi um dia.

Por sua história como conquistador, o papel dos magistrados no início das Podridões e a cisma atual com a Divina em Orlais, Tevinter é a nação mais difamada e demonizada de Thedas. É quase impossível encontrar escritos sobre Tevinter fora de suas fronteiras que não tenham sido bastante alterados ou forjados. Para a maioria dos thedosianos, o Império é uma magocracia corrupta e degenerada que deve ser temida até que possa ser convertida.

Já os tevinteranos veem o resto de Thedas como selvagens pouco civilizados que carecem de uma reverência apropriada pela tradição e de respeito às autoridades.

Os dragões aparecem de maneira proeminente em Tevinter, decorando desde arte e arquitetura antiga até modernos prédios públicos. Os Antigos Deuses dos magistrados eram retratados como dragões e mesmo quando sua adoração foi banida pelo Culto ao Criador, os dragões permaneceram como símbolo do Império.

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História

Em -1595 da Era Antiga, o magistrado Thalsian se torna a primeira pessoa conhecida a usar magia de sangue. Ele alegou ter se comunicado com o Antigo Deus Dumat que lhe ensinou a arte. Segundo as lendas da Chantria, ele teria sido o primeiro Arconte de Tevinter, se autoproclamando governador do Império com ajuda do imenso poder conseguido através da magia de sangue.

Outras fontes afirmam que o primeiro Arconte foi Darinius, o Rei de Neromenian que tomou o trono de Tevinter e a unificou a Qarinus em -1195 da Era Antiga, formando o poderoso Império de Tevinter.  Darinius foi o primeiro humano a conseguir se aliar aos anões de Kal-Sharok, estabelecendo um comércio extensivo com eles. Um corpo de representantes anões chamado de “Ambassadoria” foi estabelecido para aconselhar os líderes de Tevinter e administrar as relações comerciais entre o Império e os reinos anões.

Com o crescimento do Império, batedores élficos começaram a ser avistados na floresta de Arlathan. Embora os humanos tenham coexistido com os elfos durante algum tempo, a hostilidade cresceu quando eles decidiram evitar contato com humanos. Isso levou o Império a declarar guerra em -981 da Era Antiga, marchando pela floresta de Arlathan para sitiar a cidade. Seis anos depois, o Arconte Thalasian e seus magistrados derrubaram Arlathan com o uso de magia de sangue. Os elfos sobreviventes foram escravizados.

Por volta de -895 da Era Antiga, o Império se expande rapidamente, impulsionado por sua nova classe de escravos élficos. Tevinter conquista quase todo o norte de Thedas.

Várias campanhas são iniciadas para subjugar os Alamarri em Ferelden. Depois de fracassar em diversas ocasiões, o Império consegue dominar a região em -715 da Era Antiga e inicia a construção das Estradas Imperiais, com o objetivo de ligar todas as regiões sob seu controle e facilitar o comércio.

Em -692 da Era Antiga, o Arconte Almadrius escolhe Tidarion, um mago de classe baixa, como seu sucessor. Esse ultraje resulta em seu assassinato e provoca uma guerra civil que dura mais de setenta anos.

Em -620 da Era Antiga, Tevinter transforma Emerius – conhecida mais tarde como Kirkwall – em uma colônia de escravos, visando à extração de minérios. A guerra civil chega ao fim quando o Arconte Parthenius, antigo sacerdote de Dumat, finalmente admite os magos Laetans nos templos e lhes reserva três cadeiras no Magistério.

Em -395 da Era Antiga, um grupo de magistrados sacrificou centenas de escravos e usou dois terços de todo o lírio do Império com o intuito de entrar fisicamente no Imaterial, através da magia de sangue. Eles retornaram como Criaturas Sombrias. A Primeira Podridão tem início sob a liderança do Arquidemônio Dumat e dura quase duzentos anos, devastando o Império e esmagando o seu poder.

Com o enfraquecimento do Império, sua influência diminui na parte sul de Thedas. Em -184 da Era Antiga, os Chasind ocupam a fortaleza de Ostagar.

Em -180 da Era Antiga, Tevinter sofre com a primeira Marcha Exaltada comandada pela escrava fugida Andraste e seu marido Maferath. Os elfos escravizados são tocados pela palavra de Andraste e iniciam revoltas pelo país inteiro.

A Batalha dos Campos Valarianos, em -171 da Era Antiga, termina com o Império sendo derrotado pelos Alamarri. No ano seguinte, Maferath faz um trato com o Arconte Hessarian e entrega Andraste para Tevinter em troca do fim da hostilidade e um domínio maior das terras conquistadas. Andraste é queimada em praça pública.

Em -160 da Era Antiga, o Arconte Hessarian se converte formalmente ao Culto do Criador e revela a traição de Maferath. Ele dá início à transfiguração, convertendo o Império à fé de Andraste.

Em -120 da Era Antiga, Rivain entra em guerra com o Império por sua independência. Diversas cidades-estados das Fronteiras Livres se unem para ajudar Rivain que finalmente consegue sua liberdade depois da Batalha de Temerin, no ano de -53 da Era Antiga.

Em -25 da Era Antiga, um dos últimos fortes de Tevinter, Emerius, é derrubado por uma rebelião de escravos. Ele é renomeado como Kirkwall.

Com a fundação da Chantria em -3 da Era Antiga, os magistrados de Tevinter perdem muita de sua influência conforme começam a ser presos nos restritivos Círculos de Magos. Eles eventualmente aceitam render-se a Chantria, dentro de seus próprios termos.

O despertar do Antigo Deus Zazikel inicia a Segunda Podridão em 1:5 da Era Divina. O Império abandona Anderfels para proteger sua região central do ataque das Criaturas Sombrias.

Em 3:87 da Era das Torres, o Império se separa da Chantria Andrastiana e forma sua própria Chantria Imperial sob o comando de um mago, Divino Valhail. Durante a Era Sombria e a Era Exaltada, a tensão entre as Chantrias Imperial e Orlesiana ocasionou diversas Marchas Exaltadas contra Tevinter. Em resposta a esses ataques, o Império se recusou a ajudar as outras nações de Thedas durante a Quarta Podridão, em 5:12 da Era Exaltada.

Em 6:30 da Era do Aço, Thedas foi atacada pelos Qunari que conquistaram a maior parte do Império. Determinada a reconquistar os territórios perdidos, a Chantria Imperial tomou parte nas Novas Marchas Exaltadas junto à Chantria Orlesiana. Tevinter não assinou o Acordo de Llomerryn, que deu fim ao conflito com os Qunari e, desde então, vive em um estado constante de guerra.

O poder político volta às mãos dos magistrados em 7:34 da Era da Tempestade, quando o novo Arconte Nomaran é eleito diretamente do Círculo de Magos, abolindo as leis que proibiam os magos de participarem do governo.

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Minrathous

A grande cidade de Minrathous possui a honra de nunca ter sido conquistada, por boas razões. Ela foi construída em uma ilha de rochas próxima à costa e só é acessível por uma ponte que pode ser destruída se necessário. Os portos e instalações de construção naval da ilha são imensos, assim como as lendárias catacumbas localizadas sob a ilha que são capazes de armazenar comida suficiente para alimentar a cidade por um ano.

A embaixada em Minrathous, que dizem ter sido construída pelo próprio Darinius como uma casa de hóspedes para o rei anão Endrin Stonehammer, ainda está em uso e é considerada uma das maravilhas do mundo. Outra maravilha é a monumental arena da cidade, conhecida como Campo de Provações. Essa maravilha da arquitetura, construída como um prisma triangular, teve seu conceito inspirado pelos anões. O exterior é decorado com jardins suspensos avarandados tornando-a uma joia verde no centro de uma cidade de pedras. O Círculo de Magos de Minrathous é a segunda construção mais antiga do Império. Antigamente, esse era o templo de Razikale e hoje é considerado o mais bem preservado exemplo da antiga arquitetura de Tevinter.

Mesmo com o declínio do Império a partir da Primeira Podridão, Minrathous permanece sendo a maior cidade de Thedas.

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Política em Tevinter

O Império de Tevinter é governado por uma magocracia. Magos nobres e poderosos formam um corpo legislativo conhecido como Magistério. Seus magistrados passam a maior parte do tempo engajados em elaborados esquemas políticos para provar sua superioridade uns sobre os outros, enquanto tomam decisões pelo bem do país.

O Arconte é o dirigente supremo do Império. Ele tem a autoridade para nomear novos assentos no Magistério e tem a palavra final sobre qualquer lei aprovada pelos magistrados.  Arcontes normalmente herdam seus títulos; eles são filhos, sobrinhos, irmãos, primos ou aprendizes dos Arcontes anteriores. O Arconte atual designa seu herdeiro para o Magistério antes de morrer.

Se um Arconte morre sem nomear um herdeiro, o Magistério elege um novo. Antigamente, os candidatos vinham das fileiras do Magistério, mas essa prática foi abolida desde a Era das Sombras. Agora candidatos só são elegíveis se não possuírem uma cadeira no Magistério ou na Chantria.

Arcontes governam por direito divino, uma tradição anterior ao Império. Acredita-se que sua autoridade e poder mágico lhe foram garantidos por um deus. As divindades mudaram com o tempo, dos Antigos Deuses ao Criador, mas a crença geral de que a magia é outorgada por um poder maior permanece uma constante na cultura de Tevinter.

Existem diversos meios de se chegar ao Magistério.  Um magistrado é escolhido por cada um dos sete Círculos de Magos da nação, sendo normalmente um encantador veterano já que Primeiros Encantadores são inelegíveis. Cada grande clérigo da Chantria Imperial tem uma cadeira, assim como o Divino Imperial. Cadeiras também podem ser herdadas por descendentes dos magistrados. O Arconte tem o direito de escolher novos magistrados a qualquer momento.

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Cultura

A sociedade de Tevinter é notoriamente decadente, mas ainda se orgulha de sua história e cultura. O Império estima o seu passado, preservando e renovando cuidadosamente as antigas construções.

A magia governa o Império, e suas roupas refletem isso. Vestes escuras, capuzes e armaduras leves são comuns em Tevinter. A maior parte delas é prática, permitindo a movimentação necessária para lançar magias enquanto confere alguma proteção.  Ainda assim, alguns nobres tevinteranos preferem a beleza à utilidade, compartilhando um pouco do amor orlesiano por tecidos volumosos.

Embora a magia de sangue seja atualmente proibida em Tevinter, os magos que a praticam são vistos como os mais habilidosos sonhadores e adivinhos. A proibição é apenas da boca pra fora; mesmo o mais devoto dos magos em Tevinter sabe ao menos o básico sobre magia de sangue. Muitas vezes esse truque é necessário para sobreviver às rivalidades mortais e competições por poder entre as famílias nobres de Tevinter, que só deixam de lado suas disputas em caso de crises extremas.

Em Tevinter, relações entre pessoas do mesmo sexo são vastamente encobertas em famílias nobres, embora não sejam proibidas. Já a relação com escravos favorecidos é encorajada.

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Classes Sociais em Tevinter

A sociedade de Tevinter é separada em quatro classes distintas, duas compostas por magos (Altus e Laetans) e duas por não magos (Soporati e escravos).

Os magos Altus são descendentes dos primeiros Sonhadores, magistrados de Tevinter que supostamente se comunicavam com os Antigos Deuses no Imaterial. Embora esses deuses não sejam mais venerados, essas linhagens de sangue antigas e mágicas ainda são respeitadas e seus membros formam a classe mais alta da nobreza de Tevinter. A maior parte dos magistrados vem de famílias Altus.

Durante algum tempo, os Altus foram difamados por seu possível papel na criação da Primeira Podridão. O ato transformou seus líderes mais poderosos e influentes em Criaturas Sombrias e muitos magistrados foram abatidos mais tarde durante Transfiguração, quando o Império se converteu ao culto do Criador de Andraste. Com o passar das eras, os Altus restauraram seu lugar no topo da sociedade tevinterana.

O núcleo da classe Laetan é composto por magos nascidos em famílias que não possuem um histórico anterior de magia ou por famílias de magos que praticam a magia há gerações, mas não podem traçar sua ascendência aos Sonhadores.

Muitos Laetan são conhecidos por competir violentamente por poder, pois precisam se provar capazes mesmo não possuindo o prestígio conferido pelo sangue de um Altus. Um terço dos Arcontes na história do Império foram Laetans.

Os Soporati são cidadãos não magos ou “mundanos” de Tevinter. Os membros dessa classe majoritariamente humana podem ter propriedades e entrar para o serviço militar. Muitos são mercadores. Soporati não interferem diretamente em assuntos de governo e não alcançam um status maior do que madre ou padre na Chantria Imperial.

Quando um mago nasce em uma família Soporati, essa família passa a fazer parte dos Laetans e recebe prestígio na sociedade de Tevinter. Isso não quer dizer que os Soporati admiram as classes de magos. Na verdade, existe um atrito entre a classe governante e aqueles que, apesar de serem capacitados, não possuem o dom da magia.

Já os escravos são proibidos de ter propriedades e de entrar para o serviço militar. Muitos deles são trabalhadores hábeis que receberam treinamento em alguma profissão. Entretanto, eles não são considerados artesãos e nem podem manter aprendizes. Mesmo estando armados e servindo como soldados ou guarda-costas, escravos não são honrados com postos militares. No passado, os escravos de Tevinter eram majoritariamente elfos. Desde a Longa Caminhada, a classe se tornou uma mistura quase inteiramente composta por elfos e humanos.

Escravos só podem ser legalmente libertados diante de um juiz e com a presença do dono para declarar que ele recebeu a liberdade, ou pelo desejo do dono após sua morte. Escravos libertos ainda não são considerados cidadãos. Eles são conhecidos como Liberati, uma subclasse com direitos limitados. Liberatis podem entrar em um Círculo de Magos ou servir como aprendizes de mercador. Eles também têm o direito de possuir propriedade, mas não podem prestar serviço militar e raramente opinam em questões políticas.

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 Anões e o Império

Os reinos anões usufruem de uma relação próxima com o Império há mais de dois mil anos. Seu vínculo fica evidente no Campo de Provações de Tevinter e nos golens monumentais, conhecidos como Juggernauts, que guardam os portões de Minrathous.

Um número grande de anões da superfície vive no Império. Eles não são considerados cidadãos e sim dignitários estrangeiros, mesmo que suas famílias vivam em Tevinter por gerações. Desde a época do Arconte Darinius, Orzammar possui uma grande embaixada em Minrathous. Atualmente os anões têm embaixadas em todas as principais cidades de Tevinter, muito semelhantes àquelas encontradas em outras nações. A diferença entre os anões do Império e de outras regiões de Thedas é que aqueles que vivem em Tevinter possuem sua própria ramificação de governo.

A Ambassadoria é o corpo de representantes eleitos pelos anões para aconselhar o Arconte e o Magistério. A Ambassadoria funciona mais como um grupo de influência do que um parlamento.

O lírio é a razão principal para que os anões possuam uma relação política tão próxima com Tevinter. O Império centrado em magia depende de um abastecimento constante do lírio de Orzammar. Sem ele, uma grande parte do Império entraria literalmente em colapso. A magia é tão predominante na vida de Tevinter que construções inteiras são levantadas e mantidas através dela.

As embaixadas anãs em Minrathous, Neromenian e Qarinus são completamente subterrâneas. Porque essas embaixadas ainda estão tecnicamente dentro da Pedra, os anões que a servem mantém suas castas – mesmo que suas famílias tenham vivido por gerações fora de um thaig. Alguns dos anões em Tevinter passam suas vidas inteiras confinados em suas embaixadas, nunca tendo saído a céu aberto.

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Geografia

Povoados: Asariel; Caimen Brea; Carastes; Marnas Pell; Marothius; Minrathous; Neromenian; Perivantium; Qarinus; Solas; Teraevyn; Trevis; Vol Dorma; Vyrantium.

Traduzido e adaptado por Mey Linhares.

 

Fontes:

The World of Thedas Volume 1

Dragon Age Wikia