Antiva

A romântica Antiva é conhecida por seu vinho, navegação e pela rica história dos mercadores. Seus verdadeiros líderes, se existe algum, é um corpo de príncipes mercadores argumentativos que tem muito mais poder do que a fraca monarquia que oficialmente governa a nação. A elite mercante prefere demandar a paz quando está enredada em uma guerra, o que não é frequente, já que a nação é bastante conhecida por sua neutralidade em conflitos fora de seus domínios.

Enquanto Antiva não é de forma alguma um poder militar – não existe um exército permanente – a nação mantém os assassinos mais mortais de Thedas na Casa dos Corvos. A fama da guilda é tão grande que reinos inteiros temem suas lâminas silenciosas, e poucos ousam atacar a nação em uma guerra aberta. A posição política neutra do país também ajuda.

Antiva é relativamente próspera, graças às práticas agressivas de mercado. Seu único recurso verdadeiro vem do comércio de vinho, abastecido por seus frutíferos vinhedos. Antiva não seria tão rica se fosse isolada de seus muitos parceiros comerciais.

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Uma Rica História

As raízes de Antiva podem ser traçadas aos vagabundos e piratas que perceberam que uma vida menos perigosa em terra ainda podia ser lucrativa. Eles colocaram estacas na costa oeste da Baía de Rialto, só para tomar consciência de que estavam ocupando uma terra que pertencia ao rei de uma cidade estado próxima, chamada Antiva.

Através dos anos, um frágil acordo entre os povoados vizinhos fez com que se tornassem uma nação unificada onde mercadores governavam e a realeza engordava.

Em 1:45 da Era Divina, a Chantria chegou em Antiva e os ensinamentos de Andraste criaram raiz.

Embora normalmente se mantivesse neutra, Antiva se juntou as cidade estados das Fronteiras Livres para suprimir os avanços do Rei Fyruss de Starkhaven em uma guerra que durou de 2:15 a 2:45 da Era Gloriosa. Fyruss estava originalmente interessado em unir as Fronteiras Livres. Mas o seu desejo de expansão o enviou para o norte, em Antiva, em uma tentativa de tomar também suas terras. Ele não obteve êxito em nenhum dos frontes.

Em 5:99 da Era Exaltada, a Rainha Madrigal de Antiva é encontrada morta durante uma caçada, com quatro espadas de aço cravadas no peito, no que acredita-se ser um trabalho dos Corvos. Assim, a Era do Aço é nomeada.

Entre 6:32 e 6:42 da Era do Aço, Antiva é conquistada por invasores Qunari, sendo libertada apenas entre 6:85 da Era do Aço e 7:23 da Era da Tormenta.

Durante a segunda Marcha Exaltada, em 7:52 da Era da Tormenta, uma grande parte de Antiva é recapturada pelos Qunari e Treviso é queimada pelos exércitos de libertação da Divina Branca e da Divina Sombria. Com o acordo de Llomerryn no fim da Terceira Marcha Exaltada, assinado em 7:84, Antiva é liberta da influência Qunari.

Em 8:99 da Era Abençoada, os dragões reaparecem em Antiva e se espalham por Orlais e Nevarra. Tentativas de reduzir o número de dragões resultam na perda de muitas vidas.

Com o início da Era do Dragão, Antiva passa pelo infame período das “Três Rainhas” e é abalada por uma guerra civil.

A Expansão da Influência Antivana

Na Era das Sombras, Rei Dario Campana casou-se com Asha Subira Bahadur de Ayesleigh. Rei Dario era um monarca fraco, mas sua rainha mais do que o compensava. Rainha Asha, filha de ricos mercadores, queria que Antiva mantivesse uma posição mais forte na política thedosiana, e ela alcançou seu objetivo casando seus filhos e netos com membros de famílias nobres e a realeza de outras nações do continente. Historiadores às vezes a chamam de “Rainha Mãe de Thedas”.

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A Quarta Podridão

Talvez o período mais sombrio da história de Antiva tenha sido a Era Exaltada, quando a Quarta Podridão devastou a nação. Começou em 5:12 da Era Exaltada, com o despertar do Arquidemônio Andoral. Um grande número de crias sombrias subiu a superfície na parte norte do continente, mais especificamente em Antiva. Toda a família real foi massacrada antes que as crias sombrias avançassem para o sul e para o leste, em direção as Fronteiras Livres e Rivain.

Antiva livrou-se das crias sombrias logo depois da batalha decisiva na cidade de Ayesleigh, em 5:24 da Era Exaltada, onde o Guardião Cinzento Garahel morreu dando o golpe final em Andoral. Tantas crias sombrias foram abatidas que a maior parte dos habitantes de Thedas passou a acreditar que elas nunca mais retornariam. Em pouco tempo e à custa de muitos recursos, Antiva reconstruiu o que foi perdido.

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Cultura e Sociedade

O povo de Antiva é conhecido por sua cultura festiva. Os feriados tendem a ser comemorados com um entusiasmo incomum. Satinalia, por exemplo, é acompanhada de uma celebração desenfreada, uso de máscaras e o bobo da cidade é nomeado como governante por um dia. Em nações mais devotas, grandes banquetes e a distribuição de presentes marcam o festival que não tem nada da folia exagerada encontrada em Antiva.

Mulheres tem um papel bem definido em Antiva. Elas são consideradas puras e delicadas e não tem a permissão de participar de combates, entre outras coisas. No entanto, vale dizer que esse é um ideal antivano de feminilidade que nem sempre condiz com a realidade. Duelos, que não costumam ser fatais, são um passatempo e uma forma de resolver disputas entre a nobreza.

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Comércio e Exportação

Antiva, como um país costeiro com portos movimentados, facilita uma grande quantidade de negócios, tanto os legítimos quanto os feitos através da pirataria. Algumas dessas negociações recebem a proteção dos Corvos Antivanos e seus colaboradores. As exportações de Antiva são numerosas e variadas. A nação é conhecida por seus vinhos incomparáveis e por seu café. Também é famosa por seus rubis e diamantes. O trabalho em couro de Antiva é particularmente primoroso e seus artesãos são muito invejados. O país também produz tecidos finos e seda de grande renome. A porcelana antivana é tão fina e delicada que a luz brilha através dela. O país mantém comércio com diversas nações, incluindo o Império de Orlais.

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Corvos Antivanos

Os Corvos Antivanos, também conhecidos como “Casa dos Corvos”, é uma infame guilda de espiões, assassinos e ladrões. Eles operam sob as ordens de um conselho secreto que dizem ser composto pelos chefes das famílias mais ricas de Antiva, incluindo a realeza.

Os Corvos estão em todos os lugares da nação e às vezes podem ser encontrados fora de Antiva. Frequentemente são identificados por suas tatuagens únicas – uma tradição originária de Rivain. Alguns Corvos mostram suas tatuagens com orgulho, enquanto outros as mantêm escondidas.

Vários reis e rainhas antivanos fizeram falsos juramentos de esmagar os Corvos, espalhando sentimentos como “ameaça” e “uma marca negra na reputação pacífica de Antiva”. Os Corvos são infratores, mesmo que poderosos e romantizados. Contudo, nada veio dessas advertências, já que os Corvos tem a fama de proteger Antiva das ameaças externas. Muitos dizem que outras nações evitam invadir Antiva porque, enquanto seus exércitos sofreriam pouca resistência, os líderes militares e aqueles que os enviaram com toda certeza acabariam mortos. Um alvo dos Corvos raramente tem uma vida longa.

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 Felicisima Armada

A associação de piratas antivanos chamada de Felicisima Armada e também conhecida como “Os Assaltantes do Mar do Despertar”, é o poder marítimo que lidera a região. Ela ganhou influência quando os piratas ajudaram as forças aliadas durante as Marchas Exaltadas contra os Qunari. Agora ela representa uma séria ameaça no Mar do Despertar. Mercadores ricos frequentemente preferem pagar aos líderes da Armada a arriscar seus navios e suas cargas.

Geografia

Antiva é cercada pela Baía de Rialto e Rivain no leste, pelo Império de Tevinter no oeste e pelas Fronteiras Livres no sul. Seu clima é quente.

Povoados: Antiva City; Rialto; Seleny; Treviso; Bastion; Salle; Genellen; Brynnlaw.

Traduzido e adaptado por Mey Linhares.

Fontes:

The World of Thedas Volume 1

Dragon Age Wikia