Asunder (1)

Asunder se inicia um ano após os eventos catastróficos de Dragon Age 2. Com o objetivo de melhorar a situação dos magos, a Divina Justinia V investiga discretamente o tratamento que lhes é dispensado nos círculos. Porém, com o acontecido em Kirkwall, a frágil relação entre magos e templários se torna ainda mais difícil. Tendo esse pano de fundo, o cenário do terceiro livro é o Círculo dos Magos de Val Royeaux, onde uma onda de assassinatos estranhos apavora seus habitantes.

Na tentativa de investigar a autoria da matança, o experiente mago Rhys se aventura em áreas há muito tempo esquecidas do Espiral Branco. Em seu caminho, ele acaba sendo descoberto pela capitã dos templários, Evangeline, que o prende por deixar seus aposentos sem autorização. O comportamento estranho de Rhys imediatamente o torna o primeiro suspeito dos crimes.

Antes que qualquer investigação seja feita e Rhys seja punido, a encantadora Wynne, que fez sua primeira aparição em Dragon Age Origins, solicita que ele a acompanhe ao Forte Adamant, em uma importante missão da Chantria. Confrontado com a autorização assinada pela própria Divina Justinia V, Lorde Investigador Lambert não tem outra alternativa a não ser permitir sua saída. Sua única condição é que eles sejam escoltados pela capitã dos templários.

Dessa forma, Wynne, Evangeline, Rhys, sua amiga Adrian e mais um acompanhante que não queria ser notado, deixam o Espiral Branco e seguem rumo à fortaleza dos Guardiões Cinzentos. Mesmo que ainda não soubessem, aquilo que descobririam em seu destino poderia mudar definitivamente a vida dos magos em Thedas.

No que diz respeito ao ritmo da história, David Gaider parece finalmente ter encontrado o caminho do meio em Asunder. O livro não é lento e nem rápido demais. Daquele tipo que você começa a ler e não consegue mais parar porque precisa saber o que vai acontecer na próxima linha, no próximo parágrafo e no próximo capítulo.

Embora o autor ainda tenha problemas com a caracterização dos personagens, já podemos observar uma melhora significativa. Se de um lado temos Adrian, bastante estereotipada, do outro temos a complexa Evangeline, com qualidades e defeitos bastante humanos. Passei a me importar com o destino da capitã dos templários porque David Gaider teve a capacidade de torna-la quase real, para mim.

Outro ponto positivo da obra é que ela é muito bem amarrada. Nenhuma das várias questões levantadas fica sem respostas. A exceção talvez sejam os momentos em que o autor prefere manter o mistério. Esse é o caso, por exemplo, da identidade do pai de Rhys.

A meu ver, o único problema notável de Asunder é o seu final. Ele termina de maneira brusca, em um ponto alto da história. E mesmo isso pode ser relevado se considerarmos que o livro é parte de uma série e prelúdio para o Dragon Age Inquisition.

Criado com o intuito de conectar os acontecimentos do segundo e terceiro jogo da série, a obra não só cumpre muito bem sua função, como faz com que tenhamos o desejo de nos aprofundarmos nesse universo buscando outras referências. Com um enredo bem trabalhado, Asunder é uma aventura que prende a atenção do começo ao fim.