Orlais é um país do sudoeste de Thedas conhecido por sua nobreza extravagante e como o local de nascimento da Chantria. Rica e ambiciosa, Orlais é a nação humana mais poderosa de Thedas.

A capital orlesiana, Val Royeaux, é onde fica a Grande Catedral da Chantria, o centro de poder da religião Andrastiana. Por diversas Podridões, os orlesianos usaram a Chantria para expandir sua influência além de suas imponentes fronteiras, especialmente no Território de Tevinter ao norte e em Ferelden no sudeste.

Orlais possui uma vasta classe nobre que é famosa por seus excessos, particularmente o uso de cosméticos e de máscaras elaboradas. Suas roupas também tendem a ser complicadas e bastante coloridas. Orlais apresenta uma arquitetura espetacular. A Grande Catedral e a Universidade de Orlais, as duas em Val Royeaux, são dignas de nota por sua construção e estilo grandioso. A Catedral, originalmente um forte, foi convertida em um lugar de adoração cheio de vitrais e ouro.

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História

Duas das tribos humanas que chegaram a Thedas, Cirianos e Inghirsh, se estabeleceram na região que se tornou conhecida como Orlais e são os ancestrais dos modernos orlesianos. Os Cirianos se instalaram na parte central de Orlais e tinham uma rica cultura. Os Inghirsh, que ficaram na parte norte, foram facilmente vencidos em seu conflito com os Neromenianos, pois eram um povo decentralizado e nômade. O povo Ciriano, pelo contrário, estava mais isolado e permaneceu como um grupo forte e distinto até a fundação de Orlais. Hoje em dia, a cultura ciriana praticamente desapareceu.

Na Primeira Podridão, os Cirianos lutaram ao lado de Tevinter e dos Guardiões Cinzentos para vencer o Arquidemônio Dumat. Mais tarde, durante a Marcha Exaltada de Andraste contra o Império, os tevinteranos foram expulsos de uma boa parte de Orlais.

Em -155 da Era Antiga, os Cirianos se unem formando um único reino em um momento que ficou conhecido como a Grande Unificação. Em -11, o Culto ao Criador se espalha pelo sul de Thedas e um de seus maiores devotos é Kordillus Drakon, Rei de Orlais. Inicia-se a construção do primeiro grande templo em Val Royeaux, que se torna o principal centro de devoção da nova fé. Drakon começa uma série de guerras santas e, em -3 da Era Antiga, tendo conquistado diversas cidades-estados vizinhas e forçado outras a se submeterem ao seu poderio, ele é coroado Imperador e Orlais se torna Império. Durante o seu reinado, a Chantria foi formada como o Culto do Criador e se tornou uma religião oficial.

Justinia I se torna a primeira Divina da Chantria em 1:1 da Era Divina e declara ilegal o uso da magia em Orlais, exceto para aqueles magos que atuam com os auspícios da Chantria.

Em 1:5 da era Divina, começa a Segunda Podridão. O Imperador Drakon liderou a luta contra as criaturas sombrias e venceu muitas batalhas para a humanidade. No ano de sua morte, 1:45, O Império orlesiano havia se expandido por boa parte das Fronteiras Livres e por Anderfels, que só declarou independência novamente em 1:65 da Era Divina.

Em 2:9 da Era Gloriosa os elfos atacaram e tomaram a cidade orlesiana de Passagem Vermelha. Orlais declarou guerra, mas os elfos rapidamente capturaram Montsimmard e sitiaram Val Royeaux. Divina Renata I deu início a uma Marcha Exaltada contra os elfos. Apesar do saque a Val Royeaux, Halamshiral foi conquistada e os elfos dizimados em 2:20 da Era Gloriosa. Os Dales foram anexados ao Império e, por decreto da Divina Renata I, todas as obras de arte da Chantria de Orlais em que figuravam elfos foram destruídas, com exceção de um mural mostrando Shartan na Universidade de Orlais. A Grande Catedral em Val Royeaux foi finalizada em 2:99 da Era Gloriosa.

Em 3:10 da Era das Torres, a Terceira Podridão tem inicio. As criaturas sombrias atacaram Arlesans e Montsimmard, mas os orlesianos conseguiram expulsa-los de suas fronteiras. Em 3:18, por pressão dos Guardiões Cinzentos, Orlais enviou ajuda às cidades sitiadas nas Fronteiras Livres. Em 3:25, os exércitos orlesianos participaram da batalha final em Starkhaven. Aproveitando-se do enfraquecimento das Fronteiras Livres, Orlais ocupa a cidade de Nevarra que só consegue expulsar o Império em 3:85 da Era das Torres.

Em 4:80 da Era das Sombras, o Império orlesiano cruza as montanhas geladas e invade a terra dos Alamarri pela primeira vez. A campanha durou por três anos até que os teyrns fereldanos conseguissem se unir para expulsar Orlais.

Em 5:12 da Era Exaltada, a Quarta Podridão começa e Orlais envia apenas uma força simbólica para ajudar seus vizinhos.

Entre 7:25 a 7:85 da Era da Tormenta, três Marchas Exaltadas são iniciadas pela Divina contra os Qunari e Orlais rouba o Tomo de Koslun. Em 7:44, o recém coroado Imperador Freyan permite que mulheres façam parte da cavalaria, depois de presenciar a morte de Ser Aveline. Em 7:60, os Qunari são expulsos de Kirkwall por um Chevalier chamado Ser Michel Lafaille, que se torna seu primeiro Visconde. Em 7:99, o fim da guerra com os Qunari e o nascimento dos gêmeos, filhos do Imperador Etienne I conduzem a Era Abençoada.

Em 8:5 da Era Abençoada, Kirkwall se rebela contra Orlais e ganha novamente o status de cidade livre. Em 8:24 o Império orlesiano invade o reino de Ferelden e, graças a ajuda de alguns de seus banns, consegue ocupar totalmente o país em 8:44 da Era Abençoada. O Imperador Louco Reville morre em 8:51 após passar mais de um ano trancado em seu quarto temendo uma retaliação pelo assassinato da família do Grand Duke Gratien. Em 8:96, o jovem príncipe fereldano Maric Theirin toma a liderança do exército rebelde de Ferelden e obriga o Império orlesiano a recuar.

Em 9:2 da Era do Dragão, Ferelden se liberta da ocupação orlesiana. A relação entre os dois países continua tensa, mas eles fazem as pazes oficialmente depois da Imperatriz Celene I ascender ao trono. Muitos nobres orlesianos começaram a tramar a reconquista de Ferelden depois que a Quinta Podridão deixou a nação fragilizada. Mas a Imperatriz Celene foi contra e fez tudo que foi possível para manter a paz. Em 9:40, Grad Duke Gaspard de Chalons se posicionou abertamente contra a Imperatriz, dando início a Guerra dos Leões.

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O Império orlesiano e seus difamadores

Eras de expansionismo agressivo fizeram pouco para cativar os vizinhos de Orlais. Grande parte de Thedas olha para o Império orlesiano com desrespeito e até desdém. Os orlesianos perderam o favor das Fronteiras Livres, guerrearam com Nevarra e invadiram Ferelden. Eles também esmagaram os Dales, a última terra verdadeira dos elfos em Thedas, em nome de Andraste.

Orlais está particularmente em desacordo com o Império de Tevinter. O Império e sua Chantria Imperial são favoráveis à magia, que permeia todos os aspectos da sociedade de Tevinter. Orlais, e logo a Chantria, tentou suprimir e controlar a magia, vendo-a como algo perigoso e deturpável.

Talvez o único povo com quem Orlais tem mantido boas relações sejam os anões de Orzammar. Há muito tempo Orlais divide uma de suas bordas com território anão nas Montanhas Geladas e se beneficia com o comércio de lirio e minerais, assim como com a forja. Os templários da Chantria, que usam lírio para aumentar seus poderes, são especialmente dependentes dessa aliança com os anões.

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O Grande Jogo

Entre a nobreza orlesiana, status e aparência são colocados acima de tudo. A cultura orlesiana é renovada por suas lutas internas, com cada família se envolvendo de alguma forma naquilo que é conhecido como o Grande Jogo.

O objetivo do Jogo é conseguir vantagem contra nobres rivais. Membros ambiciosos da inchada aristocracia do país fazem manobras dentro de círculos sociais para aumentar sua própria influência. As regras são simples: qualquer coisa é aceitável, contanto que ela não seja descoberta. Um nobre poderia escapar tendo cometido um assassinato, desde que não exista evidência de seu envolvimento. É importante, no entanto, que a nobreza ao menos suspeite de seu envolvimento. Essa suspeita faz com que o nobre ganhe respeito e reputação. Caso uma evidência seja descoberta, no entanto, o restante da nobreza imediatamente o condenará por seu ato imoral, mesmo que apenas para melhorar sua própria reputação.

Fora de Orlais, acredita-se que as classes mais baixas devem achar o Jogo desprezível. Na verdade, a maior parte dos orlesianos aspira à nobreza – qualquer um, mesmo o menor dos camponeses, poderia se juntar a essa categoria se enriquecesse o suficiente. Um mercador sortudo com um patrono poderoso poderia ganhar um título através do Conselho de Arautos, tendo seu status de plebeu esquecido e entrando para a elite. Isso é excepcionalmente raro, mas ainda uma possibilidade. Assim, muitos acreditam que Orlais é um tipo de meritocracia. Na realidade, essa fraca esperança de conseguir grandes coisas é o suficiente para manter os pobres preocupados e os ricos no poder.

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Cultura e Sociedade

A Universidade de Orlais, situada em Val Royeaux, é um dos maiores centros de aprendizado em Thedas, atraindo jovens nobres de diversas nações para receberem a melhor educação que o dinheiro pode pagar. A Universidade é uma instituição relativamente moderna, cujos professores de mentes liberais já entraram em conflito com religiosos mais conservadores a respeito do conteúdo de suas aulas. É provável que isso se torne um problema ainda maior no futuro.

O feriado do Dia de Verão é particularmente sagrado em Orlais. Ele celebra o início do verão e as crianças que atingem a maioridade vestem túnicas brancas e se juntam em uma procissão para a Chantria local. Então eles aprendem sobre as responsabilidades da vida adulta.

A arte é bastante apreciada em Orlais, como os trabalhos do artista Henri de Lydes, que criou o famoso mural de Andraste e seus discípulos, e o pintor Caliastri. O escultor Arwand de Glace também criou uma controversa estátua de Andraste nua, que obviamente foi censurada. Sob o reinado de Celene, o teatro tem aumentado mais uma vez sua popularidade.

Os orlesianos tendem a preferir pequenos cães de companhia ao invés dos enérgicos cães de guerra Mabari de Ferelden.

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As máscaras de Orlais

Uma face nua em Orlais é considerada deselegante, especialmente na presença de um estrangeiro ou, que o Criador não permita, um plebeu.

A nobreza orlesiana é “propensa a usar máscaras muito elaboradas em público”. Genitivi uma vez observou “Essas máscaras são hereditárias e identificam uma família de maneira quase tão única como a heráldica em um brasão”. Uma família pode estar associada com um brasão de leão, e máscaras de leão correspondentes irão identifica-la em público. Empregados e servos usam uma versão mais simples da máscara familiar. Símbolos de famílias são bem conhecidos entre o público orlesiano e qualquer um que tente usar uma máscara que não pertença a sua casa corre o risco de ter uma morte rápida caso seja descoberto.

Usar maquiagem é outra tradição popular tanto para homens quanto para mulheres em Orlais. Até mesmo chevaliers podem usar cosméticos. Existe maquiagens masculinas e femininas, embora forasteiros possam ter problemas para diferencia-las. Maquiagem pode ser um forte indicador de classe social. A qualidade e raridade da maquiagem de uma pessoa – tonalidades e consistências incomuns são valorizadas – nos diz muito a respeito de seu status.

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Divisão de classes

A classe aristocrata é cruel e marcada por bajuladores que invejam os mais poderosos. Com frequência, bardos entretêm os nobres em suas cortes atuando como espiões, assassinos e sabotadores para aqueles que os empregam. Os nobres acolhem esses artistas mesmo sabendo que qualquer um deles poderia ser um bardo; a emoção de ser mais esperto que um espião é algo a que a aristocracia orlesiana dificilmente poderia resistir.

Os costumes da nobreza orlesiana podem dar a impressão que a vida é fácil e próspera para todos. Porém, os plebeus costumam ter uma vida muito mais difícil, mesmo que todos aspirem à nobreza. Para uma classe de pessoas que possuem pouco mais do que a crença no Canto da Luz para melhorar suas vidas, o descontentamento pode causar atritos com aqueles que eles acreditam possuir privilégios injustos ou mesmo os que contrariam suas rotinas ou crenças pessoais, como os magos.

Além disso, os plebeus orlesianos estão à mercê das necessidades da nação de uma maneira que a nobreza e até mesmo a Chantria (incluindo o Círculo de Magia e a Ordem Templária) não estão.  Durante as guerras, a nobreza costuma forçar os camponeses orlesianos a prestarem serviço militar e eles podem até mesmo ser tomados como escravos por bandidos oportunistas. Os chevaliers também possuem grande liberdade para lidar com os plebeus, incluindo assassinato e estupro.

O estilo de vida dos elfos em Orlais também é único. A servidão, que possui poucas diferenças em relação à escravidão, é o meio de sobrevivência de muitos deles. Porém, com a apreciação estética que os orlesianos têm pelos elfos e o fato de alguns deles levarem uma vida mais rica do que a maioria dos plebeus, não existe a esperança de ascensão social.

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Chevaliers

Muitos da nobreza de Orlais são membros de sua infame ordem de cavalaria, os chevaliers. Se juntar aos chevaliers é uma boa forma de aumentar sua reputação social, uma trajetória útil para nobres menores, aqueles que não possuem terras e para filhos de nobres que não estejam na linhagem de sucessão. Os chevaliers aceitam tanto homens quanto mulheres, embora as mulheres não sejam costumeiramente encorajadas a pegar em armas.

O lendário treino dos chevaliers é duro, incutindo em seus cavaleiros uma disciplina feroz e um código de honra que supera até mesmo o apreço por suas vidas. É dito que os cavaleiros são destemidos e que sua lealdade pelo império é absoluta. A pena para a desonra é a morte, algo pelo que um chevalier devia ser grato caso falhe com a ordem.

Chevaliers têm poder absoluto sobre os plebeus. A brutalidade de certos membros dos chevaliers é bem conhecida e, considerando que a cavalaria não pode ser repreendida legalmente, as classes mais baixas orlesianas temem tanto a cavalaria quanto aqueles de classe mais alta a adoram.

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A ascensão da Imperatriz Celene

Sob o governo do lendário Kordillus Drakon, a inexperiente nação de Orlais alcançou a proeminência. Ele usou a Segunda Podridão para expandir suas fronteiras e a influência da Chantria.

Enquanto Orlais não é nem de perto tão grande como era sob Drakon, ela permanece sendo a mais poderosa nação em Thedas, e o legado de Drakon continua a influenciar as leis orlesianas e os costumes sociais.

A atual governante orlesiana, Imperatriz Celene, ascendeu ao trono em 9:20 da Era do Dragão depois da morte de seu tio Florian no ano anterior. Muitos acusaram Celene, com apenas dezesseis anos na época, de tramar o assassinato de seu tio. Esses mesmos nobres também consideraram sua pretensão ao título frágil, na melhor das hipóteses.

A ascensão de Celene marcou um período de intensa batalha no Império conforme os nobres se posicionavam para derrubá-la. A maioria dizia que Celene era inexperiente e nova demais para manter o poder. Ela sugeriu a possibilidade de se casar com membros de diversas famílias poderosas e, mesmo que não tenha efetivamente se casado com nenhum deles, Celene conseguiu fazer alianças com as famílias dos possíveis pretendentes para manter o trono em seu poder.

Perita no Jogo, a progressista Celene se tornou uma erudita amadora e patrona tanto da educação como das artes. Ela inspirou um renascimento cultural no Império de Orlais, e muitos a chamam de “a Leoa”.

Hoje em dia, ainda existem muitos nobres que consideram o governo de Celene ilegítimo. Conforme ela envelhece e a possibilidade de um herdeiro por nascimento diminui, o movimento para substituí-la cresce.

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Geografia

Povoados:  Val Royeaux; Arlesans; Churneau; Ghislain; Halamshiral; Jader; Lac d’Argent; Lydes; Mont-de-glace; Montfort; Montsimmard; Sahrnia; Salmont; Serault; Val Chevans; Val Chevin; Val Colline; Val Falaise; Val Firmin; Val Fontaine; Val Foret; Val Gamord; Val Henar; Val Montaigne; Velun; Verchiel.

Fortes: Andoral’s Reach; Adamant Fortress; Garotte.

Traduzido e adaptado por Mey Linhares.

Fontes:

The World of Thedas Volume 1

Dragon Age Wikia