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A raça anã é composta por construtores robustos e atarracados que vivem em comunidades subterrâneas chamadas de thaigs. Eras de batalhas contra as criaturas sombrias fizeram com que seu número populacional diminuísse bastante. Muitas das thaigs estão agora vazias, e a vasta rede de túneis que conectava as thaigs, conhecida como Estradas Profundas, está majoritariamente selada e tomada pelas criaturas sombrias. Agora os anões habitam essencialmente duas thaigs: Orzammar e Kal-Sharok. Outros vivem exilados na superfície.

Os Filhos da Pedra são uma raça robusta, mais baixos e largos do que a maioria dos humanos. Eles também tendem a ter uma constituição mais forte; a existência de doenças entre os anões é praticamente desconhecida. Contudo, sua proximidade com as criaturas sombrias cobra o seu preço. Aqueles que sobrevivem a esses terríveis encontros nas Estradas Profundas, frequentemente sofrem de infertilidade causada pela corrupção. O resultado é a diminuição constante da população anã que já é considerada pequena pelos padrões da superfície.

Por viverem no subsolo, os anões enxergam melhor no escuro. O ambiente pedregoso também proporciona a eles uma outra condição única: as paredes de muitas das cavernas são intrincadas com lírio, uma fonte mineral de magia em Thedas. Viver próximo ao lírio por tanto tempo fez com que os anões desenvolvessem imunidade à magia. O lado negativo é que essa exposição também impossibilita que eles sejam capazes de manejá-la. Aqueles que vivem na superfície irão, eventualmente, perder a imunidade. Apesar disso, não se tem conhecimento de nenhum anão, seja ele da superfície ou não, que tenha o dom da magia.

Antes das Podridões, existiam dúzias de thaigs, cada uma com um grande número de habitantes. Apesar das thaigs preferirem manter uma certa autonomia, a raça como um todo era bastante unida. Em um primeiro momento, Kal-Sharok foi escolhida como capital e, mais tarde, o título passou para Orzammar.

Esse mundo subterrâneo foi destruído pela Primeira Podridão. As criaturas sombrias atacaram primeiramente os anões, usando a Estradas Profundas para sistematicamente saquear dezenas de thaigs. Conforme as thaigs caíam, as criaturas sombrias se espalhavam sob Thedas alcançando, com o tempo, cada parte do continente. Diversos reinos anões ficaram totalmente destruídos. No entanto, os quatro maiores – Orzammar, Kal-Sharok, Hormak e Gundaar – trabalharam juntos pela sobrevivência, selando as estradas principais.

Depois de mais de cem anos, os Guardiões Cinzentos mataram o Arquidemônio que incitou a Podridão e fizeram com que as criaturas sombrias recuassem de volta ao subterrâneo. Para aqueles que viviam na superfície, a batalha que durou uma geração estava acabada, mas a Podridão continuava para os anões.

Em -15 da Era Antiga, os anões de Orzammar selaram a última das Estradas Profundas que dava acesso ao seu reino. A antiga capital de Kal-Sharok foi considerada perdida, juntamente com Hormak e Gundaar.

Para discutir a cultura anã de hoje é necessário olhar para os anões de Orzammar, pois não há outro lugar onde eles existem em um número tão significativo. O outro grande centro é o recentemente redescoberto Kal-Sharok. Porém, os efeitos que tantas eras em isolamento causaram às suas tradições são ainda desconhecidos.

Para os anões de Orzammar, a determinação representa tanto sua força quanto sua fraqueza. Sua habilidade de se dedicar a uma causa permitiu que eles sobrevivessem em condições que teriam exterminado qualquer outra raça e deu origem a um nível de tecnologia que supera tudo que existe em Thedas. Exemplos dessa inventividade incluem relógios anões, armamentos mecânicos e energia a vapor.

A sociedade de Orzammar é dividida em castas rígidas de nobres, guerreiros, ferreiros, artesãos, mineiros, mercadores, servos e superficianos.

Texto traduzido e adaptado por Mey Linhares de Dwarves – World of Thedas Volume 1