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Então meu rapaz, agora você tem que se ajustar à vida na superfície, por isso aqui vão uns conselhos: você não está negociando apenas com pessoas do nosso povo. Agora você está vendo todo o tipo de povos, com diferentes costumes e línguas. Como aprendi aqui, a parte mais importante de qualquer língua é o xingamento. Isso faz confiarem em você. Isso traz moedas para você.
A maioria dos elfos que você encontrará na cidade são servos, e um humano procurando briga pode chamar eles de “orelha-de-faca”. Se o elfo retrucar com “shem” ou “agora!”, sangue está para ser derramado. Esses elfos dalishianos usam “orelha-chata” para insultar quem vive com os humanos, como os imbecis de nossa raça lá de baixo que chamam a gente aqui em cima de Pedra-cega.
Até os humanos que rezam para uma tal mulher que eles queimaram viva, e para o deus dela que eles chamam de “Criador”, falam um palavrão quando a situação exige. É um xingamento se eles disserem “pela bunda de andraste” (ou mesmo por qualquer outra parte do corpo dela). A expressão “pelo sopro do Criador” pode trazer a você negócio, mas as sacerdotisas não vão ficar contentes. O povo da Chantria também não gosta de magos. Se ouvir alguém falando de “magos unificadores”, esconda tudo que for inflamável.
E depois tem todas aquelas palavras bonitas que significam apenas “merda!” Quando eles tropeçam num paralelepípedo e seus tornozelos torcem, um elfo vai gritar “fenedhis” e um humano pode soltar “droga”. Um Qunari vai murmurar “vashedan”. Eu até escutei um par de tevinterianos gritar “kaffar”!
Se qualquer uma dessas palavras for dirigida a você, espero que a única coisa que morra seja a sua oportunidade de venda.
– Bilhete de Hardal, um anão mercador da superfície, para um aprendiz se ajustando à vida fora de Orzammar.

Agradecimentos a Raphael Alvim.